De colchão eu uso um banco... As paredes, solidão. Minha luz é a solar, minha água vem do chão.
Meu lar, sempre indefinido. Eu me cubro no inverno, com a lembrança do verão; esqueço, o fato de ser um vencido, com os trocados que me dão. Faça chuva ou sol se faça, minha arma contra tristeza, é uma dose de cachaça, junto a um trago de incerteza.
Discriminado, eu discrimino. Minha má sorte vem de infância. Sendo filho de um cretino, com uma pátria em inconstância.
Minha esperança foi se junto, com a coragem e a vontade. Hoje almejo ser defunto, suplico isso em piedade. Pois só assim eu me liberto, tenho vida de verdade... Passo até a ser esperto. Talvez vá p'ra faculdade.
Pois só assim infelizmente, retorno eu a sociedade; sendo mais um indiGENTE, no campus da universidade.
Zé Roberto Diniz.
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